Mostrando postagens com marcador rev. pequena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rev. pequena. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de junho de 2010

É difícil definir onde e quando começou essa campanha de compartilhar abraços entre pessoas comuns, sem o interesse de companhia diária, dinheiro, promoção, política ou sexo.

O objetivo do Movimento Free Hugs, Abrazos Gratis ou Abraços Grátis é fazer com que as pessoas abraçadas se sintam melhor, pois o ato do abraço diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormônios ligados ao estresse.

Segundo o site Free Hugs Movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestação coletiva aconteceu em 1986, quando o Reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o National Hugging Day (Dia Nacional do Abraço), celebrado todo ano, no dia 21 de janeiro. Posteriormente, esse movimento passou a ser praticado em outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos EUA, Cana
dá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.

Em 2001, Jason Hunter deu início ao Movimento Free Hugs (Abraços Grátis), após perder sua mãe. Um dia que começou em completa tristeza terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela – disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha. Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes. Que mundo maravilhoso poderíamos ter se nós fossemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos – diz Jason Hunter no site da campanha Free Hugs liderada por ele. Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia ao sul de Miami com o cartaz escrito Free Hugs (Abraços Grátis).

No entanto, as manifestações citadas acima incentivavam o ato do abraço somente entre pessoas conhecidas e nenhum dos dois conseguiu transformar a sua campanha em um movimento de massa não institucionalizado. Até que…

Em 2004, o principal protagonista da história, que estava vivendo em Londres, voltou a sua cidade natal, Sydney, na Austrália. Não havia ninguém para recebê-lo no aeroporto porque sua família estava passando por problemas internos: seus pais estavam se divorciando, sua avó estava muito doente e sua namorada tinha acabado de romper o relacionamento deles. Parado lá no terminal de embarque / desembarque, vendo outros passageiros encontrarem seus amigos e família esperando por eles, com os braços abertos e sorriso no rosto, abraços e risos juntos… eu queria que alguém estivesse lá esperando por mim… feliz em me ver, sorrir para mim, esperar por mim – disse Juan Mann em entrevista no programa de TV Oprah Winfrey Show.

Para se animar, Juan Mann (apelido criado para manter a privacidade dele) foi a uma festa onde uma desconhecida o presenteou com um abraço. Senti-me como um rei, foi o melhor que já me aconteceu – disse Juan Mann ao descrever o momento em entrevista à revista Who. Seis meses após a festa, ele fez um cartaz com as palavras Free Hugs e levou a um shopping do centro de Sydney, oferecendo seu abraço a todos que passavam.

Eu peguei um papelão e uma canetinha e fiz um cartaz. Eu encontrei um local de passagem para pedestres ocupados na cidade e levantei o cartaz com as palavras Abraços Grátis dos dois lados [frente e verso]. E por 15 minutos as pessoas realmente passavam direto por mim. A primeira pessoa que parou me deu um tapinha no ombro e me contou como seu cachorro tinha morrido naquela manhã, como aquela manhã fazia um ano que sua única filha havia morrido em um acidente de carro… como o que ela precisava agora, quando ela se sentiu a pessoa mais solitária do mundo, era um abraço. Eu abaixei em um joelho, levamos nossos braços um em volta do outro e quando nós nos despedimos, ela estava sorrindo – disse ele.

Juan Mann transformou isso em um ritual e toda semana carregava o cartaz até o shopping Pitt Mall Street, em Sydney. Assim, ele conheceu Shimon Moore, um músico, líder da banda Sick Puppies, que filmou o jovem oferecendo seu abraço com cartazes e sendo interrompido freqüentemente pela Polícia Australiana. Em setembro de 2006, a avó de Juan Mann não conseguiu mais resistir à doença e veio a falecer. Shimon Moore, pensando em animá-lo, editou as imagens do vídeo, mesclou-as com sua música e deu de presente para Juan Mann, assim como fez o upload de seu registro para o Youtube.


Graças à força viral desse meio de comunicação, o movimento Free Hugs se tornou conhecido em todo o mundo. O vídeo já teve mais de 10 milhões de visualizações e milhares de comentários. Inicialmente, algumas pessoas desconfiaram da motivação de Juan Mann, porém, em um mês, muitos jovens estavam imitando o seu gesto em outros países e a ação se tornou um movimento social com sites de apoio em várias línguas. Os sites contam, em seus fóruns, histórias de famílias que foram restauradas e pessoas que se sentiram melhor psicologicamente depois de ganharem alguns abraços inocentes ou que alegraram, com esse gesto, outras pessoas que estavam tristes.

Após algum tempo, a Polícia Australiana começou a proibir o movimento. A condição para que a campanha continuasse era a de que Juan Mann pagasse uma espécie de seguro de $25 milhões em que ele assumiria a responsabilidade pelo que acontecesse com as outras pessoas enquanto participavam do movimento. Juan Mann e seus companheiros fizeram um abaixo assinado para tentar convencer as autoridades a permitir que a campanha continuasse sem o pagamento do seguro. A petição alcançou 10 mil assinaturas e, assim, ele conseguiu a permissão para continuar oferecendo abraços grátis.


Sobre suas motivações, os abraçadores explicam:
Todo mundo tem problemas e certamente o meu não pode ser comparado com o dos outros. Mas ver alguém que antes estava carrancudo, sorrir pelo menos por um momento, sempre vale a pena. (Juan Mann)
Não importa qual é o seu trabalho, talvez o trabalho mais importante que podemos fazer é ajudar a encorajar os outros, especialmente pelas nossas ações. (Jason Hunter)


http://www.abracosgratis.com.br/informacoes/

COMENTÁRIO
Em resumo, são pessoas comuns que tiram alguns minutos de seus dias para tentar aliviar a pressão que a vida em seu cotidiano gera, a partir de um abraço. Já houve muitas reportagens sobre isso na mídia televisiva, entrevistas com pessoas que choravam por tal ato. Realmente, é algo muito bacana de se presenciar. Em Porto Alegre pude ter a horna de receber um abraço grátis num momento de estres, e fora revigorante. Afeto, quando sem malícia, sempre é um dos melhores meios para melhorar o mundo.
O projeto Diário Refluxo nasceu em São Paulo em 2003, a partir de uma idéia original de Peri Pane.

De 28 de agosto a 4 de setembro, ele realizou uma performance em que ficou sete dias sem jogar fora seu lixo pessoal, acumulando garrafas, papéis, vidros, jornais, latas, filtros de cigarro, por fim, todos os tipos de embalagens e restos inorgânicos. Todo lixo era armazenado junto ao seu a corpo, em uma capa especial com 43 bolsos de tamanhos variados.

Como a roupa foi feita de plástico transparente, o lixo ficava à vista de todo mundo. Assim, por onde passava, o chamado homem refluxo causava diversas reações nos outros habitantes da cidade, desencadeando uma reflexão sobre o consumismo nos centros urbanos.

A idéia da experiência foi lançar um olhar diferente sobre a produção industrial e o consumo desmedido de resíduos sólidos a partir da menor célula da sociedade: o indivíduo.

Em 2006, a experiência foi repetida na Espanha, dentro do festival Drap Art, no Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. Dessa vez, um casal (Renata Caos e Peri Pane) passou sete dias acumulando seu lixo.

Em 2009, a performance acontece na Itália, a convite do Napoli Teatro Festival Itália

Tudo o que acontecer a Terra, acontecerá aos filhos da Terra. (chefe Seattle)

Por KK Santos
http://www.homemrefluxo.com/br/projeto

COMENTÁRIO
Esse é um exemplo do que um único ser humano pode fazer pela sociedade. Pode parecer pouco, mas este homem causou um impacto muito grande, a nível internacional. Fez as pessoas que passavam por ele refletirem, o quanto de sujeira produziam em uma semana. Ele é um dos grandes exemplos que nem sempre há necessidade de uma multidão para fazer as pessoas reformularem aspectos da vida.

Ao aprovar o projeto Substitutivo ao PLC 89/2003, PLS 137/2000 e PLS 76/2000, redigido pelo Senador Azeredo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara quer transformar milhares de internautas em criminosos.

O Senador Azeredo quer tornar uma das atividades mais criativas da Internet em ato criminoso. Quer transformar os fansubbers, os fanfictions e a tradução de séries de TV em crime. O Senador considera que traduzir um Mangá é um crime tão grave como invadir um banco de dados e subtrair dinheiro de um aposentado.

Milhares de jovens e adultos participam de grupos de Fansubbers traduzem animes (desenhos animados) do japonês para o português. Eles legendam estes desenhos e distribuem gratuitamente pela rede. Trata-se de um fenômeno mundial e muito popular no Brasil. Jovens, Advogados, médicos, engenheiros, universitários, com idade entre 16 e 35 anos, serão considerados criminosos assim que o Substitutivo do Senador Azeredo for aprovado no Plenário.

Além dos fansubbers, o Senador Azeredo quer colocar na prisão também os criadores de Fanfics ou Fanfictions. São ficções criadas por fãs de uma série de TV ou cinema qualquer. Pessoas comuns fazem o que Walt Disney fez com os Irmãos Grimm, recriam seus contos e estórias, mas fazem por hobby, sem intenção comercial. O fanfic são contos ou romances escritos por quem gosta de determinado filme, livro, história em quadrinhos ou quaisquer outros meios de comunicação. Somente um dos sites mais interessantes de Fanfic em português, criado em novembro de 2005, conta com aproximadamente 7,511 histórias (24,081 capítulos e o impressionante total de 37,620,962 palavras). Este site e centenas de blogs estarão na mira do substitutivo do Senador Azeredo.

Isto porque ninguém poderá usar nenhum arquivo sem a expressa autorização do seu autor. O artigo 285-B do Substitutivo do Senador Azeredo diz que será considerado CRIME:

"Obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros, a pena é aumentada de um terço."

Como bem afirmou o jurista Lawrence Lessig, a criatividade estará em perigo se substituirmos a cultura da liberdade pela cultura da permissão. O Senador Azeredo com o artigo 285-B pretende criminalizar uma das principais características da cibercultura que é o remix, que são as práticas recombinantes. Azeredo quer bloquear uma das principais condições para a criatividade que é a reciclagem de idéias, a possibilidade de compartilhar bens culturais.

Será que todos os Senadores brasileiros sabem que eles irão considerar criminoso um jovem que baixa um capítulo da série Lost para traduzi-la, inserir a legenda em português, para distribui-la gratuitamente em redes P2P? Não é possível que eles considerem o ato de solidariedade do jovem, ao distribuir gratuitamente o vídeo legandado, como algo que exija o aumento de sua pena em "um terço".

Será que nossas cadeias precisam de gente criativa? O que este artigo 285-B tem a ver com o combate a pedofilia? Trata-se de uma agenda oculta? Será que nossas Casas legislativas querem criminalizar a cibercultura?


O PARECER do senador Azeredo pode ser obtido no endereço:
http://webthes.senado.gov.br/sil/Comissoes/Permanentes/CCJ/Pareceres/PLC2008061889.rtf

Por Sérgio Amadeu da Silveira
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/senador-quer-criminalizar-fansubbers.html

Mais fontes sobre o assunto:
http://samadeu.blogspot.com/2008/07/senador-cria-figura-do-provedor-delator.html
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/projeto-de-azeredo-quer-proibir-troca.html
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/projeto-no-senado-proibir-redes-abertas.html
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/gravissimo-projeto-de-lei-aprovado-em.html


COMENTÁRIO
Todos sabemos que pirataria na internet é crime. Donwloads de filmes, seriados ou músicas sem autorização do devido proprietário é ilegal. Com os anos, porém, a prática de tal ato é tão comum que tornou-se inocente. Há mais pessoas utilizando tais métodos para lazer, do que visando algum maldade. Há internautas, como os citados no texto acima, que fazem mais. Além do proveito próprio, eles traduzem seus seriados/filmes/animes favoritos e os redistribuem, gratuitamente, para todos os que querem vê-los, mas não conseguem entende-los por ser de uma língua distinta. Por mais que o meio seja ilegal ao ver da legislação, há muito altroísmo nessa questão. Será que há tantas prisões com espaço sobrando para prender pessoas desse tipo? Ou será que o governo deve se focar aos verdadeiros criminosos que estão a solta matando e assaltando pessoas?

 

Copyright 2010 ¡viva la revolución, brasil!.

Theme by WordpressCenter.com.
Blogger Template by Beta Templates.