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sexta-feira, 25 de junho de 2010


Durante o mês de novembro de 1904, o Rio de Janeiro, então capital federal, foi palco de uma das maiores revoltas urbanas ocorridas no país: a Revolta da Vacina. Milhares de habitantes tomaram as ruas da cidade em violentos conflitos com a polícia. O motivo era uma polêmica medida adotada pelo governo de então: a vacinação obrigatória.

Contando com uma população de mais de 800 mil habitantes, a cidade era constantemente vitimada por surtos de febre amarela, varíola, peste bubônica, malária, tifo e tuberculose. Na tentativa de pôr fim a esse triste quadro epidemiológico, o presidente Rodrigues Alves convocou o médico sanitarista Oswaldo Cruz, que, de imediato, pôs em marcha um ambicioso plano de saneamento e higienização da cidade. Seu projeto, porém, envolvia controvertidas medidas de controle da população e de seus hábitos de higiene.

Por Marco Cabral dos Santos

http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1702u39.jhtm

COMENTÁRIO

Por mais que pareça que o governo era o "mocinho" nesta história, não era. Eles só queriam mais um método para tentar adestrar os habitantes do Rio de Janeiro daquela época. A prefeitura poderia ter feito esta campanha de forma bem mais civilizada e agradável. Com suas ordens, porém, eles prórpios desencadearam uma revolta. Funcionários entravam na casa dos habitantes e quebravam tudo, com a desculpa de "desimar mosquitos". Essa revolta nos mostra que por mais que o governo pareça ter boas intenções, sempre devemos ficar bem atentos ao que eles realmente querem.
A Revolta da Chibatka ocorreu em 22 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro, com a revolta dos marinheiros. Naquele período era comum açoitar com chibatadas os marinheiros, tudo com intuito de discipliná-los.

Através dessa prática violenta os marinheiros se revoltaram principalmente depois que o marinheiro Marcelino Rodrigues levou 250 chibatadas diante de todos os presentes no navio, desmaiou e continuou sendo açoitado.

Sempre em uma revolta ou manifestação uma pessoa toma a frente para encorajar os outros, nesse caso o Almirante Negro, o Marujo João Cândido, foi o primeiro a esboçar uma ação contrária aos castigos das chibatas.

Na baía de Guanabara encontravam-se vários navios que foram tomados pelos rebeldes, além disso, começaram a controlá-los retirando todos oficiais, aqueles que causassem resistência à ocupação eram assassinados, e se caso o governo não atendesse suas exigências ameaçavam lançar bombas na cidade.

Após o conflito, passaram-se quatro dias e, então, o Presidente Hermes da Fonseca decretou o fim da prática violenta de castigos e perdoou os marinheiros.



Entretanto, quando foram entregar as armas notaram que tinham sido enganados pelo presidente que, automaticamente, retirou da corporação da Marinha todos aqueles que compunham a revolta, além de João Cândido o líder, com isso foram depositados no fundo de navios e prisões subterrâneas na Ilhas das Cobras.


Por Rainer Sousa

http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/a-revolta-da-chibata.htm


COMENTÁRIO

Primeira observação a ser feita, quem eram os marinheiros? Eram os negros que saíram das fazendas e foram parar na marinha, por não possuírem outra opção de emprego. Então postos num navio com péssimas condições de habitação e ainda mal tratados.

Lutando por condições mais aceitáveis de trabalho, romperam um dos vínculos escravistas dentro da marinha (sendo a mais de 20 anos da abolição da escravatura). Fora um movimento em favor da não segregação da população negra. O final da revolta pode ter levado os rebeldes à prisão, mas o peso dela fez com que as chibatadas disciplinares terminassem na marinha.

 

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