sexta-feira, 25 de junho de 2010
Após a repressão aos movimentos grevistas desfechada pelo governo de Eurico Gaspar Dutra (1946/1950), as organizações operárias conheceram um novo crescimento na década de 1950. O momento marcante desse ressurgimento das lutas sindicais no país foi a greve dos 300 mil trabalhadores, em SP, no ano de 1953.Iniciado nas indústrias do setor têxtil, o movimento por aumento salarial e melhorias das condições de trabalho estendeu- se, rapidamente, para outras categorias profissionais, transformando-se em uma greve generalizada.
O movimento, que durou quase um mês, resultou na vitória dos grevistas, com aumento salarial de 32% -principal reivindicação dos trabalhadores.Contudo, os resultados mais significativos do movimento grevista foram a derrubada da lei 9.070, aprovada no governo Dutra e que, na prática, proibia a realização de greves, e o aumento de 100% do salário mínimo, decretado no ano seguinte.
http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=81023
COMENTÁRIO
Esta greve é significativa não só pelo tamanho que atingiu, mas por alcançar seus objetivos primários. A pressão exercida pelos operários em sua greve nos mostra motivação, dedicação e organização em suas manifestações. O motivo principal seria o reajuste de seus salários para usufruírem melhor do capitalismo. Vemos que eles não lutam sob bandeiras do comunismo, reivindicações para toda a população. Estão pensando em arranjar o dinheiro para comprar o pão de todo o dia. Temos que observar e não podemos julgá-los por isso, e sim dar apoio, porque foi nesta greve que começa o movimento sindicalista brasileiro. Estes sindicatos sim, buscariam melhores condições para todos os trabalhadores.
É difícil definir onde e quando começou essa campanha de compartilhar abraços entre pessoas comuns, sem o interesse de companhia diária, dinheiro, promoção, política ou sexo.Segundo o site Free Hugs Movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestação coletiva aconteceu em 1986, quando o Reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o National Hugging Day (Dia Nacional do Abraço), celebrado todo ano, no dia 21 de janeiro. Posteriormente, esse movimento passou a ser praticado em outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos EUA, Canadá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.
Em 2001, Jason Hunter deu início ao Movimento Free Hugs (Abraços Grátis), após perder sua mãe. Um dia que começou em completa tristeza terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela – disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha. Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes. Que mundo maravilhoso poderíamos ter se nós fossemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos – diz Jason Hunter no site da campanha Free Hugs liderada por ele. Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia ao sul de Miami com o cartaz escrito Free Hugs (Abraços Grátis).
No entanto, as manifestações citadas acima incentivavam o ato do abraço somente entre pessoas conhecidas e nenhum dos dois conseguiu transformar a sua campanha em um movimento de massa não institucionalizado. Até que…
Em 2004, o principal protagonista da história, que estava vivendo em Londres, voltou a sua cidade natal, Sydney, na Austrália. Não havia ninguém para recebê-lo no aeroporto porque sua família estava passando por problemas internos: seus pais estavam se divorciando, sua avó estava muito doente e sua namorada tinha acabado de romper o relacionamento deles. Parado lá no terminal de embarque / desembarque, vendo outros passageiros encontrarem seus amigos e família esperando por eles, com os braços abertos e sorriso no rosto, abraços e risos juntos… eu queria que alguém estivesse lá esperando por mim… feliz em me ver, sorrir para mim, esperar por mim – disse Juan Mann em entrevista no programa de TV Oprah Winfrey Show.Para se animar, Juan Mann (apelido criado para manter a privacidade dele) foi a uma festa onde uma desconhecida o presenteou com um abraço. Senti-me como um rei, foi o melhor que já me aconteceu – disse Juan Mann ao descrever o momento em entrevista à revista Who. Seis meses após a festa, ele fez um cartaz com as palavras Free Hugs e levou a um shopping do centro de Sydney, oferecendo seu abraço a todos que passavam.
Eu peguei um papelão e uma canetinha e fiz um cartaz. Eu encontrei um local de passagem para pedestres ocupados na cidade e levantei o cartaz com as palavras Abraços Grátis dos dois lados [frente e verso]. E por 15 minutos as pessoas realmente passavam direto por mim. A primeira pessoa que parou me deu um tapinha no ombro e me contou como seu cachorro tinha morrido naquela manhã, como aquela manhã fazia um ano que sua única filha havia morrido em um acidente de carro… como o que ela precisava agora, quando ela se sentiu a pessoa mais solitária do mundo, era um abraço. Eu abaixei em um joelho, levamos nossos braços um em volta do outro e quando nós nos despedimos, ela estava sorrindo – disse ele.
Juan Mann transformou isso em um ritual e toda semana carregava o cartaz até o shopping Pitt Mall Street, em Sydney. Assim, ele conheceu Shimon Moore, um músico, líder da banda Sick Puppies, que filmou o jovem oferecendo seu abraço com cartazes e sendo interrompido freqüentemente pela Polícia Australiana. Em setembro de 2006, a avó de Juan Mann não conseguiu mais resistir à doença e veio a falecer. Shimon Moore, pensando em animá-lo, editou as imagens do vídeo, mesclou-as com sua música e deu de presente para Juan Mann, assim como fez o upload de seu registro para o Youtube.

Graças à força viral desse meio de comunicação, o movimento Free Hugs se tornou conhecido em todo o mundo. O vídeo já teve mais de 10 milhões de visualizações e milhares de comentários. Inicialmente, algumas pessoas desconfiaram da motivação de Juan Mann, porém, em um mês, muitos jovens estavam imitando o seu gesto em outros países e a ação se tornou um movimento social com sites de apoio em várias línguas. Os sites contam, em seus fóruns, histórias de famílias que foram restauradas e pessoas que se sentiram melhor psicologicamente depois de ganharem alguns abraços inocentes ou que alegraram, com esse gesto, outras pessoas que estavam tristes.
Após algum tempo, a Polícia Australiana começou a proibir o movimento. A condição para que a campanha continuasse era a de que Juan Mann pagasse uma espécie de seguro de $25 milhões em que ele assumiria a responsabilidade pelo que acontecesse com as outras pessoas enquanto participavam do movimento. Juan Mann e seus companheiros fizeram um abaixo assinado para tentar convencer as autoridades a permitir que a campanha continuasse sem o pagamento do seguro. A petição alcançou 10 mil assinaturas e, assim, ele conseguiu a permissão para continuar oferecendo abraços grátis.
Sobre suas motivações, os abraçadores explicam:
Todo mundo tem problemas e certamente o meu não pode ser comparado com o dos outros. Mas ver alguém que antes estava carrancudo, sorrir pelo menos por um momento, sempre vale a pena. (Juan Mann)
Não importa qual é o seu trabalho, talvez o trabalho mais importante que podemos fazer é ajudar a encorajar os outros, especialmente pelas nossas ações. (Jason Hunter)
http://www.abracosgratis.com.br/informacoes/
COMENTÁRIO
Em resumo, são pessoas comuns que tiram alguns minutos de seus dias para tentar aliviar a pressão que a vida em seu cotidiano gera, a partir de um abraço. Já houve muitas reportagens sobre isso na mídia televisiva, entrevistas com pessoas que choravam por tal ato. Realmente, é algo muito bacana de se presenciar. Em Porto Alegre pude ter a horna de receber um abraço grátis num momento de estres, e fora revigorante. Afeto, quando sem malícia, sempre é um dos melhores meios para melhorar o mundo.
De 28 de agosto a 4 de setembro, ele realizou uma performance em que ficou sete dias sem jogar fora seu lixo pessoal, acumulando garrafas, papéis, vidros, jornais, latas, filtros de cigarro, por fim, todos os tipos de embalagens e restos inorgânicos. Todo lixo era armazenado junto ao seu a corpo, em uma capa especial com 43 bolsos de tamanhos variados.
Como a roupa foi feita de plástico transparente, o lixo ficava à vista de todo mundo. Assim, por onde passava, o chamado homem refluxo causava diversas reações nos outros habitantes da cidade, desencadeando uma reflexão sobre o consumismo nos centros urbanos.
A idéia da experiência foi lançar um olhar diferente sobre a produção industrial e o consumo desmedido de resíduos sólidos a partir da menor célula da sociedade: o indivíduo.
Em 2006, a experiência foi repetida na Espanha, dentro do festival Drap Art, no Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. Dessa vez, um casal (Renata Caos e Peri Pane) passou sete dias acumulando seu lixo.
Em 2009, a performance acontece na Itália, a convite do Napoli Teatro Festival Itália
Tudo o que acontecer a Terra, acontecerá aos filhos da Terra. (chefe Seattle)
Por KK Santos
http://www.homemrefluxo.com/br/projeto
COMENTÁRIO
Esse é um exemplo do que um único ser humano pode fazer pela sociedade. Pode parecer pouco, mas este homem causou um impacto muito grande, a nível internacional. Fez as pessoas que passavam por ele refletirem, o quanto de sujeira produziam em uma semana. Ele é um dos grandes exemplos que nem sempre há necessidade de uma multidão para fazer as pessoas reformularem aspectos da vida.
A Revolta da Chibatka ocorreu em 22 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro, com a revolta dos marinheiros. Naquele período era comum açoitar com chibatadas os marinheiros, tudo com intuito de discipliná-los.Através dessa prática violenta os marinheiros se revoltaram principalmente depois que o marinheiro Marcelino Rodrigues levou 250 chibatadas diante de todos os presentes no navio, desmaiou e continuou sendo açoitado.
Sempre em uma revolta ou manifestação uma pessoa toma a frente para encorajar os outros, nesse caso o Almirante Negro, o Marujo João Cândido, foi o primeiro a esboçar uma ação contrária aos castigos das chibatas.
Na baía de Guanabara encontravam-se vários navios que foram tomados pelos rebeldes, além disso, começaram a controlá-los retirando todos oficiais, aqueles que causassem resistência à ocupação eram assassinados, e se caso o governo não atendesse suas exigências ameaçavam lançar bombas na cidade.
Após o conflito, passaram-se quatro dias e, então, o Presidente Hermes da Fonseca decretou o fim da prática violenta de castigos e perdoou os marinheiros.

Entretanto, quando foram entregar as armas notaram que tinham sido enganados pelo presidente que, automaticamente, retirou da corporação da Marinha todos aqueles que compunham a revolta, além de João Cândido o líder, com isso foram depositados no fundo de navios e prisões subterrâneas na Ilhas das Cobras.
Por Rainer Sousa
http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/a-revolta-da-chibata.htm
COMENTÁRIO
Primeira observação a ser feita, quem eram os marinheiros? Eram os negros que saíram das fazendas e foram parar na marinha, por não possuírem outra opção de emprego. Então postos num navio com péssimas condições de habitação e ainda mal tratados.
Lutando por condições mais aceitáveis de trabalho, romperam um dos vínculos escravistas dentro da marinha (sendo a mais de 20 anos da abolição da escravatura). Fora um movimento em favor da não segregação da população negra. O final da revolta pode ter levado os rebeldes à prisão, mas o peso dela fez com que as chibatadas disciplinares terminassem na marinha.

Ao aprovar o projeto Substitutivo ao PLC 89/2003, PLS 137/2000 e PLS 76/2000, redigido pelo Senador Azeredo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara quer transformar milhares de internautas em criminosos.
O Senador Azeredo quer tornar uma das atividades mais criativas da Internet em ato criminoso. Quer transformar os fansubbers, os fanfictions e a tradução de séries de TV em crime. O Senador considera que traduzir um Mangá é um crime tão grave como invadir um banco de dados e subtrair dinheiro de um aposentado.
Milhares de jovens e adultos participam de grupos de Fansubbers traduzem animes (desenhos animados) do japonês para o português. Eles legendam estes desenhos e distribuem gratuitamente pela rede. Trata-se de um fenômeno mundial e muito popular no Brasil. Jovens, Advogados, médicos, engenheiros, universitários, com idade entre 16 e 35 anos, serão considerados criminosos assim que o Substitutivo do Senador Azeredo for aprovado no Plenário.
Isto porque ninguém poderá usar nenhum arquivo sem a expressa autorização do seu autor. O artigo 285-B do Substitutivo do Senador Azeredo diz que será considerado CRIME:
"Obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros, a pena é aumentada de um terço."
Como bem afirmou o jurista Lawrence Lessig, a criatividade estará
em perigo se substituirmos a cultura da liberdade pela cultura da permissão. O Senador Azeredo com o artigo 285-B pretende criminalizar uma das principais características da cibercultura que é o remix, que são as práticas recombinantes. Azeredo quer bloquear uma das principais condições para a criatividade que é a reciclagem de idéias, a possibilidade de compartilhar bens culturais.Será que todos os Senadores brasileiros sabem que eles irão considerar criminoso um jovem que baixa um capítulo da série Lost para traduzi-la, inserir a legenda em português, para distribui-la gratuitamente em redes P2P? Não é possível que eles considerem o ato de solidariedade do jovem, ao distribuir gratuitamente o vídeo legandado, como algo que exija o aumento de sua pena em "um terço".
Será que nossas cadeias precisam de gente criativa? O que este artigo 285-B tem a ver com o combate a pedofilia? Trata-se de uma agenda oculta? Será que nossas Casas legislativas querem criminalizar a cibercultura?
O PARECER do senador Azeredo pode ser obtido no endereço:
http://webthes.senado.gov.br/sil/Comissoes/Permanentes/CCJ/Pareceres/PLC2008061889.rtf
Por Sérgio Amadeu da Silveira
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/senador-quer-criminalizar-fansubbers.html
Mais fontes sobre o assunto:
http://samadeu.blogspot.com/2008/07/senador-cria-figura-do-provedor-delator.html
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/projeto-de-azeredo-quer-proibir-troca.html
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/projeto-no-senado-proibir-redes-abertas.html
http://samadeu.blogspot.com/2008/06/gravissimo-projeto-de-lei-aprovado-em.html
COMENTÁRIO
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST surgiu a partir da necessidade de promover a reforma agrária. Esse por sua vez é um sistema que visa distribuir terras de forma justa. A partir desse pensamento e da oposição real em que o Brasil se encontra, pessoas que não possuem terras para plantio organizaram um movimento de protesto contra a centralização de terras nas mãos de poucos.O movimento é organizado em 24 estados brasileiros a partir de comissões de frente que buscam a reforma agrária de forma verdadeira. Cada comissão é responsável pelos setores de saúde, direitos humanos, gênero, educação, cultura, comunicação, formação, projetos e finanças, produção, cooperação, meio ambiente e frente de massa.
Como forma
de reivindicação e de fazer valer a reforma agrária, o MST ocupa os latifúndios e se mobilizam em massa de forma que os proprietários fiquem sem maneiras de reagir. Também adquiriu ao longo do tempo características absorvidas de outras lutas sociais em busca dos direitos humanos.O MST a partir de sua manifestação impactante universalizou sua causa e tornou conhecida a necessidade de fazer valer o direito do homem de ter seu espaço para morar e promover seu sustento e ainda trouxe à tona a ocupação improdutiva de terras por pessoas que visam apenas terem posses.
Existem pessoas que se infiltram no movimento com a intenção de enganar o governo e os próprios manifestantes, somente para obterem um pedaço de chão. Estes, de maneira alguma devem ser considerados integrantes sem-terra.
Por Gabriela Cabral
http://www.brasilescola.com/sociologia/mst.htm
COMENTÁRIO
Sabemos que o MST está longe desta explicação teórica, mesmo assim não podemos desconsiderar o movimento e pessoas envolvidas por estes motivos. Se analisarmos, a reforma agrária poderia ser uma maneira de desafogar as cidades da população desempregada, claro que não poderia retirar esse povo de lá e atira-los no campo sem nenhuma experiência em cultivo da terra, iriam falir antes da primeira safra. Podemos, porém, considerar o movimento à busca de igualdade para os trabalhadores rurais, pelos quais não têm direitos trabalhistas, por não possuirem carteira assinada e outras maneiras de pagar impostos.